Conversa de uma hora com cada sócio
Ninguém fala primeiro na frente dos outros. Cada pessoa tem uma hora reservada, sozinha, para dizer o que espera do próprio papel, o que incomoda e o que acha que já está resolvido. As anotações ficam conosco.
A lista do que fica guardado na sua pasta quando o trabalho termina.
Texto completo, pronto para o advogado da casa revisar e registrar.
Quatro páginas com convocação, quórum, pauta, ata e prazo de resposta.
Uma página por pessoa: o que decide, o que assina e a quem responde.
Etapas, áreas e prazos para quem da família começa a trabalhar agora.
Cada encontro registrado e assinado no mesmo dia, com as decisões numeradas.
As datas das reuniões de família e dos conselhos já marcadas em ata.

Reunião de família que começa sem preparo vira discussão sobre a mesma frase de dez anos atrás. Por isso a sala só é marcada depois que cada pessoa já disse, em particular, o que pensa — e depois que essas falas viraram uma pauta escrita, com nome e ordem.
Ninguém fala primeiro na frente dos outros. Cada pessoa tem uma hora reservada, sozinha, para dizer o que espera do próprio papel, o que incomoda e o que acha que já está resolvido. As anotações ficam conosco.
Juntamos as falas em uma folha de assuntos: o que já é consenso, o que tem duas leituras e o que ninguém tinha percebido que estava aberto. A folha circula três dias antes do encontro.
Quem conduz a reunião não tem parte no assunto e não vota. Isso tira do sócio mais velho, ou do mais falante, a tarefa de presidir a própria discussão.
O que ficou acordado é escrito por nós em até cinco dias úteis e volta para leitura de todos. Combinado que não é escrito enquanto está fresco muda de forma na memória de cada um.
A minuta segue para o advogado ou contador que a família já usa. Não substituímos nem indicamos profissional: escrevemos o que a família acordou, em linguagem que o jurídico consegue aproveitar.
Relatos de sócios que concluíram o trabalho, publicados com autorização de cada família. Nomes reduzidos a pedido delas.
Falar sozinho com alguém de fora foi o que me fez dizer em voz alta o que eu evitava havia tempo. Na sala conjunta a frase já estava pronta.
O calendário com as quatro datas do ano ficou preso na parede da sala. É banal e é a parte que mais mudou a rotina.
Achei que um documento entre irmãos fosse exagero. Quando o terceiro sobrinho quis entrar, a regra de entrada já estava escrita e ninguém precisou improvisar.
A ata de cada encontro foi assinada ali mesmo, na hora. Sem isso a lembrança de cada um teria virado a versão de cada um.
O roteiro de entrada do meu filho tem etapa, área e prazo. Ele sabe o que precisa mostrar, e eu sei o que preciso deixar de fazer.
Na primeira ligação ouvimos a situação e devolvemos, por escrito, quais documentos fariam falta primeiro e em que ordem eles costumam ser feitos. Se preferir falar agora, o número é +55 21 98356-4519.